Smile!

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Acredito que todos que já ouviram música sabem o que a simples audição de um trecho musical pode mudar nossos estados de humor. Há músicas para todo tipo de emoção e essa, acredito eu, é a característica da música que mais nos traz benefícios.

Já escrevi aqui sobre reconhecimento de emoções básicas em música quando tratei do povo Mafa no post “O que o povo Mafa tem a ver comigo”. O que não escrevi é que esse tipo de pesquisa, que investiga reconhecimento de emoções em música é muito importante para compreender um pouco das origens do cérebro musical e dos efeitos que a música pode causar nos seres humanos. Naquele mesmo post, escrevi sobre a pesquisa de reconhecimento de emoções em faces. Como em música, trabalha-se com emoções básicas. O que se tem encontrado, tanto em estudos com faces quanto em estudos com música, é que o reconhecimento de emoções tem um caráter universal, sendo passível de reconhecimento independente da bagagem cultural dos sujeitos.

Ontem, na Folha de São Paulo, saiu uma reportagem sobre um grupo de pesquisa no MIT que trabalha com reconhecimento de faces. O grupo, comandado por Rosalind Picard investiga computação afetiva no MIT. Dentre os muitos projetos, eles têm um projeto que avalia sorrisos enquanto pessoas assistem a vídeos do youtube. O grupo pesquisa não só sorrisos, como nuances de expressões faciais para entender a resposta das pessoas a diferentes estímulos. Muito tem sido feito para medir estados de humor de usuários da internet, para saber o que pessoas acham de imagens, músicas e vídeos.

A compreensão dos tipos de emoções envolvidos na percepção musical tem um papel não só mercadológico, como no caso do grupo do MIT, mas também, pode auxiliar no desenvolvimento de protocolos de intervenção para doenças que afetem a boa regulação de emoções no organismo, como depressão, por exemplo.

Bom, para diversão, deixo o link do site em que os pesquisadores do MIT avaliam sorrisos em vídeos do youtube (é necessário ter webcam): http://www.forbes.com/2011/02/28/detect-smile-webcam-affectiva-mit-media-lab.html

E deixo um vídeo que, na minha opinião é o melhor regulador de emoções que existe! Do sempre genial, Bobby McFerrin. Divirtam-se!

Para ler mais sobre o assunto:

matéria da Folha: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/tc0405201101.htm (é necessário ser assinante para ler)

Fritz, T.; Jentschke, S.; Gosselin, N.; Sammler, D.; Peretz, I.; Turner, R.; Friederici, A.D.; Koelsch, S. Universal recognition of three basic emotions in music. Current Biology, v. 19, p. 1-4, 2009.

Ekman, P.; Friesen, W. O’Sullivan, M. et al. Universals and cultural differences in the judgements of facial expressions of emotion. Journal of Personality and Social Psychology, v. 53, p. 712-717, 1987.

Naranjo, C., Kornreich, C., Campanella, S., Noël, X., Vandriette, Y, Gillain, B., Longueville, X., Delatte, B., Verbanck, P., Constant, E. Major depression is associated with impaired processing of emotion in music as well as in facial and vocal stimuli. Journal of Affective Disorders, v. 128, p. 243-251, 2011.

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