Dois hambúrgueres, alface…

Você já reparou na capacidade que certas músicas têm de ficarem na nossa memória? São famosas as canções escritas ou parodiadas com o intuito de fazer alunos lembrarem da matéria (um exemplo simples é a canção do alfabeto em inglês; outro são as populares canções de professores de cursinho). A música como recurso mnemônico é tão eficaz que é amplamente explorada no universo dos jingles de comerciais. Uma célebre canção de comercial é essa do título. É quase impossível não encontrar alguém que não a conheça.

Mas, o que dizem os estudos sobre música e memória? Será que a música realmente melhora nossa capacidade de reter informação? Em um estudo publicado sobre memória e música, Matthew Schulkind traz evidências de que a memória para música não difere daquela para fatos ou textos. No entanto, um mesmo texto é melhor memorizado se estudado com música, não se sabe ao certo porque. Especula-se dois motivos principais: o fato de uma mesma informação ser veiculada por dois meios diferentes quando cantada (texto em si e melodia com texto) e o fato de que é muito mais interessante “estudar” um texto cantado do que escrito, o que faz com que o texto cantado seja repetido mais vezes e, portanto, melhor estudado.

Pacientes com demência, que frequentemente esquecem-se de fatos da própria vida e de entes queridos, costumam não perder a memória para músicas queridas. Além disso, estudos indicam que pacientes com Alzheimer podem não reconhecer emoções em rostos, mas facilmente reconhecê-las em canções. Mas, o assunto emoção fica pra uma próxima… Ou para próximas porque é assunto extenso!

Por ora, basta saber que a música tem papel especial até nas nossas lembranças. Afinal, quem já não foi transportado para outras épocas ao ouvir uns poucos acordes de uma música da adolescência, por exemplo?

Fico por aqui com um vídeo da propaganda do Big Mac de 1987. Não achei o link do vídeo que eu queria, dos americanos que não lembram o juramento à bandeira, mas lembram da música do Big Mac, então vai esse mesmo:

Para ler mais sobre música e memória:

Schulkind, M.D. Is memory for music special? Annals of the New York Academy of Science, v. 1169, p. 216-224, 2009.

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